31 de março de 2009

Abong e RTS realizam a 2ª Conferência Internacional de Tecnologia Social


Acontece em Brasília, entre 15 e 17 de abril, a 2ª Conferência Internacional de Tecnologia Social, cujo objetivo é estabelecer parâmetros para a viabilização das Tecnologias Sociais, integrando diferentes experiências internacionais e aprofundando a discussão conceitual sobre o tema.

Estarão presentes representantes de instituições associadas à RTS, gestores de instituições públicas e privadas, empresários/as, lideranças comunitárias, empreendedores/as sociais, representantes governamentais e de organizações de pesquisa. Para isso, estão previstas palestras e mesas-redondas, além de painéis onde serão apresentadas experiências nacionais e internacionais no campo das Tecnologias Sociais.

Inscrições e programação, no site: http://abonglistas.mkt9.com/registra_clique.php?id=H22251994884715665

O convite pode ser acessado em: http://abonglistas.mkt9.com/registra_clique.php?id=H22251995884715665

Realização e Organização: Abong e RTS.

Fonte: Abong

O poder da Mobilização


A mobilização social, quando bem feita, bem organizada, bem acompanhada, tem o poder de transformar realidades. Leia, abaixo, o texto do diretor da campanha eleitoral que elegeu Barack Obama, presidente dos EUA.


Líder da campanha de Obama acha difícil repetir estratégia

O diretor da campanha eleitoral do atual presidente dos Estados Unidos, David Plouffe, afirmou nesta segunda-feira que o modelo seguido nos EUA é difícil de ser reproduzido em outros países do mundo e na Europa, "mas é importante que se tente".Plouffe disse durante uma conferência em Lisboa que a internet e a tecnologia tornam possível a reprodução de um modelo deste tipo."Alguém vai fazê-lo muito melhor do que nós", destacou, sem nunca deixar de dizer que cada ato eleitoral é um caso diferente.Plouffe foi diretor da campanha eleitoral de Barack Obama e um dos principais responsáveis pela sua vitória.O seu papel foi preponderante e, poucos meses após as eleições de novembro de 2008, assinou um contrato milionário para a publicação de um livro no próximo outono.A editora é a Viking, pertencente ao Penguin Group, e o livro terá como título: "The Audacity to Win: The Inside Story and Lessons of Barack Obama's Historic Victory".


Afastamento

Na conferência, Plouffe afirmou que a estratégia eleitoral seguida nos EUA por Obama teve em conta o fato de as pessoas estarem afastadas da política."Barak Obama achava que havia um ambiente cínico - nos tradicionais centros de exercício do poder - e que as pessoas estavam afastadas da política, pelo que quis envolver o máximo número de pessoas", acrescentou.A estratégia eleitoral de Plouffe passou pela aposta na criação de um "Building Grassrots Movement", isto é, um movimento em rede a partir das comunidades de base e do voluntariado jovem ligado a sites e à tecnologia."Pela primeira vez na história de uma campanha eleitoral nos EUA foram feitos diversos rally aos diversos Estados, organizados pelo movimento de comunidades", explicou.Segundo ele, a questão da escala, da presença do voluntariado na campanha eleitoral e as redes sociais que envolveram milhares de pessoas foram uma novidade e um elemento-chave no sucesso da eleição de Obama."Havia uma certa descrença na política e nos políticos tradicionais. Eram muito mais importantes as conversas com os vizinhos - através das comunidades - pois, em média, cada voluntário falava com 20 a 25 pessoas”, frisou.Durante a campanha chegamos a uma rede de 30 milhões de correios eletrônicos e US$ 40 milhões foram doados em dinheiro pelos voluntários."Tivemos um grande apoio dos jovens e aposentados que nunca aceitaram dinheiro de lobbies, e dos ativistas que se inscreveram em grande número", afirmou.


Jovens

Aliás, contra as calúnias políticas ou ataques de caráter "a melhor arma era recorrer às pessoas".A campanha provou que é preciso acreditar nos jovens, e é por esta razão que "Obama é hoje presidente"."Até crianças do ensino secundário participaram na campanha eleitoral", disse Plouffe, adiantando que "o Grassrots" - rede comunitária de base - serviu para espalhar "a mesma mensagem" em todos os Estados. E, em relação às diferentes circunstâncias políticas, uma vez que veicula-los na imprensa seria mais díficil.John McCain e Hillary Clinton privilegiaram a televisão e a mídia tradicional, que nos EUA são cada vez menos importantes, enquanto que Obama apostou no movimento 'Grassrots' que eram "os olhos e os nossos ouvidos"."Uma outra lição que tiramos foi a de que Washington era conhecida como um local [político] tóxico, que estava a desencantar as pessoas e que a força estava nas comunidades", afirmou."Utilizamos, assim, uma comunicação de igual para igual, valorizando as pessoas, motivando-as e colocando-as sob alguma pressão, sendo capazes de responder a tudo", concluiu o marqueteiro político.


Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal S.A.

29 de março de 2009

A China de Ana Branco



A expofoto “Instinto Imediato” de Ana Branco surpreende entre outras coisas, pela qualidade das imagens fotografadas através de um celular.
O sudoeste da China é retratado na sua maioria em fotos PB com imagens comoventes de uma China camponesa, bucólica e exuberante.
Belas paisagens do alto de um balão... homem e boi subindo a escada ... camponeses preparando alimentos, soldados, mulheres com sono, mulheres de cabelos em cordas e crianças brincando, formam um cenário que me parece alheio à China Tecnológica do outro lado.
O olhar de Ana Branco continua vibrante como quando a conheci no Globo dos anos 90, onde as cores de sua fotografia ainda se misturavam analógicamente em Cyan, Magenta, Amarelo e Preto.
Ana acompanha a dinâmica da comunicação fotográfica construindo suas imagens em uma estética moderna e cheia de arte. As imagens da China tocam pelo simples e sofisticado ao mesmo tempo e instigam à reflexão sobre um olhar moderno para a tecnologia e a cultura visual contemporânea.
Cabe ainda citar o trabalho de Karla Brunet (Fotografia por celular: questionando novas práticas e dinâmicas de comunicação). "A fotografia por celular está cada vez mais popular e seu uso atinge diversas áreas da sociedade desde o jornalismo e arte ao cotidiano. A grande prática deste tipo de fotografia é a foto de cotidiano, como, por exemplo, a prática de fotografar amigos e parentes em momentos de diversão. Conseqüentemente, o ato fotográfico tornou-se algo lúdico e de socialização" .

Como a Cidade Maravilhosa aderiu à Hora do Planeta?

28 de março de 2009

Hoje é Dia da Inclusão Digital. E não há o que comemorar

Hoje, último sábado de março, diversos municípios brasileiros celebram o Dia da Inclusão Digital. E, este ano, em especial, o Brasil não tem muito a comemorar.

Divulgado na quinta-feira, 26/03, pelo Fórum Econômico Mundial, o ranking de implantação de tecnologias de informação e comunicação (TIC) no mundo é implacável conosco. O Brasil aparece na 59ª posição. A mesma do ano passado. O problema é que desde 2005, quando caiu seis posições e passou a ocupar 52ª, a situação do Brasil só tem piorado. Antes, em 2003, quando o relatório analisava apenas 82 países, chegamos a ficar na 29ª colocação.

Para piorar, a pesquisa TIC Domicílios 2008, divulgada também esta semana pelo Comitê Gestor da Internet, atesta que os telecentros, abertos em profusão pelo poder público a partir de 2003 para fomentar o acesso à Internet, caminharam na contramão dos pontos de acesso públicos (as lan houses), que não param de crescer. Em 2007, os telecentros foram responsáveis por 6% dos acessos no país, com crescimento de 100% em relação a 2006. Mas em 2008 este número caiu pela metade e ficou em 3%, contra 48% das lan houses.

Claro. Tudo é relativo. Os números não podem ser olhados fora de contexto. É preciso levar em conta que existem hoje pouco mais de 6 mil telecentros em funcionamento no Brasil, segundo dados fornecidos pelo Secretário de Logística e TI do Ministério da Fazenda, Rogério Santanna. Já as lan houses passam de 90 mil, segundo a a ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital).

Na prática, a imensa maioria (83%) das Lan houses vive na informalidade, à mercê da atuação das mais diversas forças sociais, boas e más; das tentativas de cartelização do custo do acesso; do alto custo das licenças de software, que leva à pirataria e entraves aos processos de legalização de suas atividades; e por aí vai...

E se diferenciam dos telecentros por não terem regras tão rígidas de uso. Com seus acertos e erros, em muitas localidades elas se transformaram na única fonte barata e acessível de acesso à Internet.

Por isso, mesmo não sendo 'bem-vistas' por boa parte dos gestores da Internet nacional, as lan houses começam a chamar a atenção. Já há quem, dentro dos governos, federal e estaduais, admita que é hora de rever a posição com relação a elas.

É o caso do próprio Rogério Santanna. "Temos que repensar e refletir. Elas precisam ser incluídas na política pública de inclusão digital. Não podemos mais vê-las com um olhar de criminalização", disse ele aos jornalistas, durante a divulgação da pesquisa do Comitê Gestor.

É o caso também de Paulo Markun, presidente da Fundação e Cláudio Prado, coordenador do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital e autor, na gestão Gilberto Gil no Ministério da Cultura, do projeto Pontos de Cultura. Ambos defendem a transformação das lan houses na quarta onda da inclusão digital.

"A 1ª onda foi “informática para os excluídos - senão você não vai ser ninguém na vida“. A 2ª onda foram os Telecentros da cidade de São Paulo, onde já não se falava de informática, mas sim de Internet com Banda Larga e Software Livre. (...) A 3a geração, a da Cultura Digital, deriva da compreensão de que para o uso pleno das possibilidades interativas da Internet, é necessário existir um espaço multimídia e não só computadores", explica Cláudio Prado em artigo publicado na internet e em peças publicitárias do projeto Conexão Cultura, da Fundação Padre Anchieta, que apoia.

Confira o vídeo da palestra de Paulo Markun na Campus Party (feita pela IPTV da Cultura), em que ele divulga a pesquisa feita pela fundção sobre a atuação das lan houses e apresenta o projeto Conexaão Cultura, que a partir deste mês começa a ceder conteúdos qualificados _ cursos profissionalizantes, serviços governamentais, conteúdo de apoio escolar, vários deles produzidos pela própria TV Cultura _ para lan houses conveniadas.


Se vai dar certo, só o tempo dirá. Ao menos é uma iniciativa, consistente, de tentar mudar a situação.

É hora também de repensarmos os telecentros. E o uso que os programas de e-gov possam fazer de aparelhos celulares, verdadeiros vetores de inclusão social e digital do brasileiro. Depois da TV e do Rádio, o celular é objeto mais presente nos lares do país seja na área urbana e rural, sendo que nesta última - apesar de problemas de infraestrutura e de falta de cobertura - os celulares já chegam a 62% da população.

Quem sabe, no ano que vem, voltamos a ter a chance de nos orgulharmos de ver o país galgar posições no ranking de implantação de tecnologias de informação e comunicação do Fórum Econômico Mundial.

Quem sabe...

27 de março de 2009

Brasil é 59º no ranking da conectividade

Saiu no Meio&Mensagem a informação de que o Brasil está no 59º lugar do ranking da conectividade. O ranking é patrocinado pela Cisco e foi divulgado ontem, durante o Fórum Econômico Mundial, pela WEF Networked Readiness. No ranking de 134 países, a liderança ficou com a Dinamarca, sendo seguida por um outro país nórdico, a Suécia. A terceira posição ficou com os Estados Unidos.
Convido todos e leitores e associados ao TMS a lerem o relatório. Nos próximos dias, trarei os dados do MCT e do GESAC, no sentido de divulgar as políticas públicas de inclusão digital.

A Hora do Planeta

Como todos sabem, afinal está sendo amplamente divulgado, amanhã é o dia da Hora do Planeta, movimento mundial para chamar a atenção de todos para o problema do aquecimento global.

Como a Nélida CApela já deixou publicado aqui o Rio de Janeiro foi a primeira cidade brasileira a aderir ao movimento, com a participação dos monumentos cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes. Mas, outras também vão aderir como Brasília e Porto Alegre e vale registrar que “a fachada e interior do Teatro Amazonas em Manaus ficarão totalmente no escuro dia 28, às 20h30, como participação do estado no ato pela combate às mudanças climáticas” como informa Pollyana Ferrari no blog Remix Narrativo.

Pedi a opinião do jornalista André Trigueiro estudioso e autor de livros a respeito da sustentabilidade e meio ambiente, e André acredita nesse movimento:
“Toda ação em favor de um mundo melhor e mais justo é bem-vinda. Não discrimino nenhuma campanha que promova o bem social, ambiental, espiritual, etc.
O que é entendido como problema no "macro" tem sua origem em ações que se resolvem no "micro". Não por outra razão o movimento ambientalista adotou como slogan no início dos anos 70 "pensar globalmente, agir localmente".

Tenho consciência que esse movimento é um ato simbólico. Mas gostaria de ver mudanças práticas e reais em prol de mudanças comportamentais e principalmente por um novo conceito de uma economia sustentável.

O Instituto Akatu sugere algumas mudanças no hábito de consumo que podem contribuir para combater o aquecimento global. Segue o link:
http://www.akatu.org.br/central/especiais/2009/apague-as-luzes-por-uma-hora-e-diga-aos-lideres-politicos-mundiais-que-voce-esta-a-favor-do-planeta-e-contra-o-aquecimento-global

Quanto a mudanças para uma economia sustentável vamos ter que esperar a conscientização de governantes e empresários de todo o mundo. Novo acordo entre os países deve ser assinado ainda este ano na Dinamarca.

Então não esqueça, dia 28 de março as 20H30min desligue as luzes da sua casa! E contribua com o planeta Terra no sábado e todos os dias do ano com atitudes simples como fechar a torneira quando escovar os dentes, abrir mão de sacolas de plásticos e levar a sua própria sacola ao mercado.

Participe do TMS e contribua com a Terra!

Para saber mais:
http://www.earthhour.org/home/br:pt-BR

26 de março de 2009

Indicação de um texto sobre inclusão social


Quero indicar a vocês um texto que acabei de ler no site YouPode. No texto de Lupatini publicado na seção de matérias enviadas, o internauta conta a história de um “blog analógico” criado por Alfred Sirleaf , que vive na Libéria. Bom, melhor passar a vocês o link, aí está: http://youpode.com.br/?p=3240


Até a amanhã, e participe do TMS!

A Hora do Planeta 2009 está próxima.

Faltam dois dias para a Hora do Planeta, evento que reunirá pessoas de pelo menos 84 países. O Rio de Janeiro vai participar oficialmente, com o apoio do Governo do Estado. Visite o site da Hora do Planeta 2009 Brasil e saiba mais.

25 de março de 2009

Dica do GM Connection

Guilherme Selles, do blog GM Connection, enviou para o TMS a informação sobre a 5ª edição do Concurso Universitário de Jornalismo da CNN, lançado ontem, em São Paulo. O tema desta edição será Tecnologia e Desenvolvimento Social.
Sobre o Concurso:
O Concurso Universitário de Jornalismo CNN é um evento nacional de cunho cultural, promovido pela Turner International - e aberto exclusivamente a estudantes de jornalismo. O tema deste ano é a "O uso da tecnologia no desenvolvimento social" e o objetivo é incentivar o desenvolvimento do talento dos participantes e premiar o seu desempenho na elaboração de matérias jornalísticas televisivas. (texto do hotsite).
Acesse o hotsite e saiba como participar.

24 de março de 2009

O uso da Bicicleta - Zé Lobo do Transporte Ativo

Pessoal segue o bate-papo com o Zé Lobo, da ONG Transporte Ativo.

Esse tema o uso da bicicleta é vasto e instigante. Ainda é possível discutir muito, principalmente agora que estamos a véspera do movimento A Hora do Planeta(vou postar na sexta).

Conforme comentário da Nélida Capela no post anterior sobre a bicicleta ainda há muita dificuldade para o uso da bicicleta como meio de transporte, mas vamos ver o que está sendo feito com o trabalho da Tansporte Ativo.

1.Como é a atuação do Transporte Ativo no Rio?
Zé Lobo: A Transporte Ativo, procura preencher uma lacuna deixada no Planejamento Cicloviário da cidade, Educação , Sensibilização e Conscientização sobre e para o uso da bicicleta como meio de transporte. Procuramos fazer isso em todas as áreas realizando palestras e cursos em universidades, escolas, empresas, eventos, sempre levando informação atual e fazemos também algumas atividades de "rua" sempre buscando sensibilizar e conscientizar. Atuamos também diretamente com a administração da cidade, levando as necessidades dos ciclistas sempre sugerindo soluções, realizando palestras, cursos, enviando material relevante. Também buscamos qualificar todos os projetos públicos ou privados que envolvam o uso das bicicletas. Projetos de qualidade sempre têm um resultado melhor ma promoção ao uso das bicicletas.
Nosso objetivo principal é promover o uso das bicicletas, suas qualidades seus benefícios, para o individuo, a cidade e o planeta, para que a cada dia mais pessoas utilizem mais bicicletas.
Segue link para o blog Transporte Ativo que dá uma visão melhor:
http://blog.ta.org.br/


2.Como você vê a questão do ciclista/segurança no Rio?
Zé Lobo: Segurança viária ou segurança pessoal?
Quanto à segurança pessoal, não resta dúvida de que a bicicleta é muito mais segura que o automóvel.
A segurança viária já foi pior, mas pode melhorar muito. De 1994 para 2004 o número de ciclistas na região metropolitana do Rio aumentou três vezes, pulou de 210 mil viagens dia para 600mil só em viagens casa trabalho, hoje este número já deve ter dobrado, a presença de ciclistas nas ruas gera segurança, pois esta se torna um elemento mais esperado e não uma surpresa. Mas o desrespeito é ainda é muito grande, por desconhecimento das regras e porque nosso trânsito é muito violento. Mas tudo isso pode ser solucionado principalmente com educação e conscientização sobre o trânsito como um todo, para todos. Quando o trânsito for mais seguro, será também para as bicicletas. Hoje é possível circular com bastante segurança, mas deve- se ter conhecimento de algumas regras e seguir certa conduta.

3.O que está sendo feito para mudar essa realidade?
Zé Lobo:
As administrações públicas já começam a fazer alguma coisa, mas tem o foco muito direcionado para a infraestrutura enquanto a educação e sensibilização ficam em segundo plano. Os governos federais, estaduais e municipais têm legislado para a bicicleta, mas a fiscalização tem sido omissa ou inexistente. As ONGs do setor e a Transporte Ativo tem feito o oposto, dando prioridade a sensibilização de ciclistas, cidadãos, técnicos em transporte e autoridades sobre o tema.
É um longo caminho, mas o assunto bicicleta tem tido cada vez mais destaque e andado cada vez mais rápido.

4. A bicicleta é pouco vista como um meio de transporte sustentável, ainda é forte a imagem de lazer e esporte. O que está sendo feito para mudar essa imagem?
Zé Lobo: As Américas do sul e do norte são os continentes onde esta visão é realmente muito forte, mas isto já está mudando. Muitos grupos de ciclistas voltados para o transporte começam a surgir em todas as Américas e os governos também, começam a adotar medidas para esta mudança. Porém é preciso introduzir ainda a cultura do uso da bicicleta como meio de transporte e como qualquer mudança, principalmente quando envolve mudança de hábitos, sofre certa resistência no início.

5. Achei interessante o Projeto Pedala Rio, mas me pareceu um tanto elitista. Por ser preciso de computador, celular e cartão de crédito para o uso das bicicletas. O que você vê de vantagem e desvantagem nessa campanha.
Zé Lobo: Sim, é elitista, porém todos os sistemas de bicicletas públicas de 3ª geração exigem cadastros virtuais, cartões de crédito e ou celulares, em países do terceiro mundo existem apenas as experiências do Rio e Santiago no Chile, recentes e ainda em fase de adaptações. Aqui n Rio o preço já caiu muito e esta sendo estudado um sistema para utilização direta de cartões de crédito nas futuras estações.
As vantagens são muitas, com apenas um cadastro e um pacote de tarifa escolhido você pode percorrer a cidade indefinidamente, de graça, por 30 minutos, os minutos excedentes são tarifados, desfrutando de todos os benefícios da bicicleta sem preocupação com locais para estacionar ou manutenção.Outra grande vantagem e a integração das bicicletas públicas com o Metrô o que torna viagens longas dentro da cidade simples rápidas e limpas.
A única desvantagem que vejo é o sistema não abranger toda a cidade.
Veja aqui um vídeo de como utilizar o sistema:



6.Eu li num site ONG Roda da Paz que o governo federal vai subsidiar a venda de bicicletas. Será uma espécie de consórcio e as bicicletas serão entregues pelo correio. Você tem conhecimento desse projeto. Caso positivo, como você avalia essa iniciativa.
Zé Lobo: Ouvi falar apenas por alto deste projeto. Parece-me uma iniciativa muito boa. Hoje é fácil conseguir um financiamento para carros, mas para bicicletas não existem facilidades para a compra. Um consórcio com entrega pelo correio seria realmente algo maravilhoso, tornaria a bicicleta ainda mais popular e ao alcance de quase todos.

7.Você gostaria de acrescentar mais alguma coisa?
Zé Lobo: Vá de bicicleta! Experimente você também. Comece por uma pequena voltinha e ao ir se familiarizando naturalmente à distância percorrida irá aumentando e sua qualidade de vida também.

Para quem não leu os posts anteriores aqui estão os links:
http://tecnologiaemobilizacaosocial.blogspot.com/2009/03/bicicleta.html

http://tecnologiaemobilizacaosocial.blogspot.com/2009/03/o-uso-da-bicicleta-no-brasilcontinuacao.html

Obrigada Zé Lob, Arturo Alcorta e João Paulo Amaral. Tenho certeza que o trabalho está sendo feito com correção e visando um objetivo prático e real para melhorar as condições de transporte, por meio da bicicleta.


Ande de bicicleta e participe do TMS!

Recursos da FINEP para desenvolvimento de Tecnologias Sociais

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), agência do Ministério da Ciência e Tecnologia, divulgou na última segunda-feira ( 23), uma chamada pública com o objetivo de selecionar propostas que receberão apoio financeiropara a execução de projetos de tecnologias para o desenvolvimento social. Estarão disponíveis recursos de R$ 34,6 milhões, não reembolsáveis, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O objetivo da chamada é contribuir para a redução da pobreza e das desigualdades sociais, além de democratizar o acesso às tecnologias de informação e comunicação em áreas rurais do País. O edital foi lançado durante cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Salvador. A chamada vai contemplar projetos em duas linhas temáticas: o desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos de empreendimentos econômicos solidários em áreas urbanas e rurais e a implantação de centros de inclusão digital em áreas rurais. O prazo de execução dos projetos é de até 24 meses, prorrogáveis a critério da FINEP. Cada estado da Federação e o Distrito Federal, por meio de suas secretarias de ciência, tecnologia e inovação, poderão apresentar uma única proposta contemplando uma ou ambas as linhas temáticas. As propostas deverão ser enviadas à FINEP por formulário eletrônico até o dia 22/05. O formulário estará disponível no sítio da FINEP (http://www.finep.gov.br/) a partir do dia 31/03. Os resultados serão divulgados a partir do dia 30/07.As propostas deverão ser estruturadas em subprojetos a serem executados por Instituição Científica e Tecnológica Pública (ICT) e empresas públicas que executem atividades de pesquisa científica e tecnológica, extensão ou serviços tecnológicos. Na primeira linha temática, que contempla o desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos, cada subprojeto deverá contemplar uma cadeia produtiva principal, com destacada importância social, econômica e ambiental. No caso dos centros de inclusão social, objeto da segunda linha temática, a proposta deverá conter a lista completa dos municípios escolhidos para receberem os centros de inclusão digital. Os centros deverão funcionar em bibliotecas públicas, empresas públicas de extensão e assistência técnica rural, escolas agrotécnicas e cooperativas de agricultores familiares. Os locais escolhidos para implantação dos projetos deverão, preferencialmente, coincidir com aqueles já estabelecidos pelo Programa Territórios da Cidadania ou do Projeto Territórios Digitais, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. No mínimo 30% dos recursos da chamada deverão ser destinados ao apoio a propostas dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Caso o valor total das propostas dessas regiões seja inferior a esse percentual, os recursos não aplicados serão automaticamente transferidos às propostas com melhor classificação de outras regiões. Será exigida contrapartida financeira dos estados e do Distrito Federal, que vai variar de acordo com a região do País.
Fonte: FINEP

23 de março de 2009

Água: a julgar pela internet, ainda há muito a fazer

A forma como o Dia Mundial da Água ecoou na Internet, com quase ou nenhuma repercussão, dos site de notícias às redes sociais, demonstra o quanto ainda estamos longe da conscientização a respeito da escassez.

A água está acabando, e justamente por causa do desperdício, da arrogância e da falsa ideia de que estará sempre à nossa disposição.

Publicações no Twitter limitaram-se à troca de links para os poucos sites de vídeos abordando o assunto.

Também não houve qualquer iniciativa de blogagem coletiva pelos ciberativistas.

Entende-se por Ciberativismo a busca de apoio para causas (normalmente de cunho ambiental, político ou social) através da Internet e de outros meios mediáticos; divulgando e abrindo espaço para discussões, procurando algumas vezes estabelecer uma rede de solidariedade.

A água, ou a falta dela, parece não ter alcançado ainda o status de causa palpitante, capaz de envolver o comprometer os ciberativistas. Talvez nem mesmo muitos ativistas. E aí pode estar uma das razões pela baixa mobilização na rede.

Mas quando percebemos que nem o Greenpeace fez uso da rede e de suas ferramentas nessa hora, aí a questão começa a ficar ainda mais preocupante.

O bom exemplo, mais um vez, vem da Charitywater.org, autora do vídeo aí embaixo. É uma das organizações que melhor tem usado a Internet para divulgar sua causa.

E você? Já participou de algum cibermovimento? Já usou a rede para mobilizar, protestar, conscientizar?

5ª Edição do Prêmio FBB de Tecnologia Social



Nesta quarta-feira, dia 25 de março, acontece o lançamento de mais uma edição do Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil.

Sobre o Prêmio FBB de Tecnologia Social
O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, criado em 2001, é um prêmio diferente onde quem ganha não são apenas os premiados, mas todos aqueles que adotarem as soluções sociais por ele identificadas, tanto no Brasil quanto no exterior.O Prêmio é o instrumento de identificação e seleção de tecnologias que apresentem respostas efetivas para diferentes demandas sociais e possam integrar o Banco de Tecnologias Sociais.As tecnologias inscritas passam por um processo de triagem, que inclui desde a fase de certificação até à premiação.A certificação garante a inclusão no Banco de Tecnologias e é condição essencial para passar à fase seguinte: a seleção. Em função dos resultados sociais alcançados, mediante critérios estabelecidos no regulamento, a solução pode integrar o grupo das 30 finalistas e habilitar-se a um dos 6 prêmios finais.


Fonte: FBB

21 de março de 2009

Twitter e mobilização social


Você ainda está entre aqueles que dizem que o Twitter não serve para nada? Ou que o considera uma grande perda de tempo?

Bom... Talvez você ainda não tenha dedicado tempo suficiente à tarefa de experimentar todas as possibilidades que esse serviço colaborativo de produção e circulação de informações oferece... Pense nisso, sem preconceito.

Tente começar respondendo à pergunta "o que é o Twitter"?

Eu, por exemplo, faço coro com aqueles heavy users de Internet que dizem que o Twitter é o que desejamos que ele seja. Como toda boa ferramenta web, é multi-uso, a serviço de uma infinidade de objetivos: alertas, notícias, lembretes, indicações, busca de informações e, porque não, mobilizações sociais.

Tem um quê de Messenger, de leitor RSS, de Delicious, de rede social, tudo ao mesmo tempo, misturado, formando um caldo tão heterogêneo quanto as ferramentas criadas no seu entorno, para facilitar seguir assuntos, em vez de pessoas do nosso grupo social. E assim ampliar horizontes e o alcance das mensagens. Porque o Twitter é extremamente rastreável. E as relações não são recíprocas. Nem sempre quem você segue é seu seguidor e vice-versa.

Suas atualizações rápidas e curtas permitem criações coletivas típicas das redes, onde costuma ocorrer uma espécie de pacto de insubordinação, com o poder fluindo de forma equitativa. Podemos todos ser produtores e consumidores de informação, alternadamente, no mesmo ambiente.

Some-se a isso o fato de permitir consultas e atualizações a partir de qualquer tipo de dispositivo digital, do micro ao celular, e o que encontramos é, de fato, uma poderosa ferramenta de comunicação.

Portanto, assim como uma polaroide pode produzir arte nas mãos certas, granto que também o Twitter pode render muito, se usado com objetividade e senso de utilidade.

Há pouco menos de um ano usando o Twitter, embora o serviço complete hoje três anos de vida (entrou no ar em 21 de março de 2006), já posso dizer que vi de tudo um pouco.

Vi muita gente perdendo tempo, é verdade.

Mas também vi muita gente se apropriando da ferramenta para usos interessantes, como a participação remota em conferências e debates.

O Twitter já está mudando completamente a maneira de pensar, organizar e assistir eventos. Não raro, a conversa paralela no Twitter chega a ser mais rica e diversificada que o próprio debate em si. Basta não cair na armadilha do lugar comum, da narração pura e simples do que se ouve e vê.

O rápido estabelecimento de diálogos coletivos, sobre qualquer assunto, de modo assíncrono, é, na minha opinião, o grande trunfo do Twitter. O que o torna especial.

Que o diga o candidato Barack Obama. Não a toa o Twitter cresceu 1328% de fevereiro do ano passado a fevereiro deste ano, só nos Estados Unidos.

Amanhã, por exemplo, estou curiosa para saber como o Dia Mundial da Água ecoará no microblogesfera.

No Twitter Search (search.twitter.com) pretendo seguir o tema #água. No monitter.com, site onde é possível monitor três diferentes palavras-chave no Twitter, seguirei as palavras water, wwwd e Charity. A Charitywater.org, para quem não sabe, é a ONG beneficiada no início de fevereiro pelo Twestival, reunião de twitteiros em 185 cidades em todo o planeta, incluindo Belo Horizonte (MG), São Paulo, Campinas (SP), Bauru (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Passo Fundo (RS), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Rio de Janeiro, com o objetivo de angariar fundos para formas de combate à falta de água em países em desenvolvimento.

Minha expectativa é a de que amanhã o Twitter seja inundado por informações e mensagens que ajudem a aumentar a consciência coletiva sobre os riscos inerentes à escassez de água potável no mundo. Farei a minha parte publicando informações usando as palavras-chave #água e #wwwc. E você?

Cristina De Luca no Coletivo TMS

O blog TMS - Tecnologia e Mobilização Social deseja anunciar aos leitores o ingresso de mais uma associada ao nosso coletivo: Cristina De Luca. Cristina, seja bem-vinda ao TMS (sigla que a querida Rita Braune usou e que já "pegou" !). A casa é sua!



Aproveito para agredecer a participação de todas as associadas ao TMS: Patricia Canarim, Rita Braune e Vilma Goulart. O TMS nasceu em novembro de 2008 e acredito que o coletivo está no caminho certo.

20 de março de 2009

O uso da bicicleta no Brasil...continuação

Semana passada disse que mostraria a conversa com dois ativistas da bicicleta. E este é o link para quem não teve a oportunidade de ler o primeiro post. http://tecnologiaemobilizacaosocial.blogspot.com/2009/03/bicicleta.html

Primeiro falei com Arturo Alcorta, ciclista e diretor da Escola de Bicicleta.

E nos alertar para três questões básicas para melhorar a segurança nos meios de transportes brasileiros.
1) Segurança de pedestres, deficientes físicos e bicicletas
2) Sistema Cicloviário
3) Qualidade da bicicleta brasileira

Arturo lembra que 34% dos brasileiros se locomovem a pé. E a segurança? Não há. Os números comprovam isso, apenas no município de São Paulo são 750 mortes de pedestres por dia. Em todo o Brasil são 35 mil mortes ao ano por acidentes de trânsito. A segurança no trânsito é toda baseada na movimentação de carros e caminhões. É preciso ampliar esse conceito e incluir pedestres, deficientes físicos e ciclistas. A segurança é dos itens mais importantes.

O Brasil precisa evoluir na questão do sistema cicloviário. Ainda estamos muito presos a considerar ciclovias como suficiente para a movimentação de ciclistas. Artura explica “ Sistema Cicloviário é muito mais que ciclovias. Inclui além de segurança, conforto para o ciclista. E para isso é preciso de vias arborizadas, estacionamento de bicicletas, sinalização”.

Outro ponto importante apontado por Arturo é a qualidade da bicicleta brasileira. “São 2 milhões de bicicletas produzidas no país, mas a grande maioria estão a baixo de qualquer padrão de qualidade.”

Arturo ainda lembra “Ubatuba, em São Paulo, tem índices de uso da bicicleta iguais a de Holanda.”

Quero colocar nessa apresentação de ideias o depoimento de João Paulo Amaral, do Coletivo Ecologia Urbana:

“Sobre a contribuição desses movimentos para o meio ambiente, a única coisa que posso dizer além do óbvio é que estes potencializam mudanças na cidade através da Massa Crítica (Critical Mass é o nome dado para a Bicicletada nos EUA), ou seja, cada vez mais pessoas estão se juntando por princípios comuns para combater o modelo de sociedade do automóvel, injusto.
Vou usar uma frase do Coletivo Ecologia Urbana (também diferente da Bicicletada) que expressa muito bem isso: "Nós temos que sair de uma perspectiva ecológica na terceira pessoa em direção a uma na primeira pessoa... do plural". O que eu entendo por essa frase é que devemos parar de achar que a crise ecológica está distante de nós ou que a culpa é dos outros (ex: governo, empresas, vizinho etc), e buscar tomar uma atitude no plural, no coletivo, em massa, para que se potencialize os movimentos e gere a mudança.”

Ainda espero reposta do Zé Lobo, da ONG Trasporte Ativo, assim que receber publico aqui.

Participe do TMS!

Twitter cresce 1382%



Em um ano, Twitter cresce 1382%
20/03/2009
Redação
Adnews

Em apenas 12 meses, de fevereiro de 2008 ao mesmo mês de 2009, o Twitter cresceu espantosos 1382%. O serviço de microblog saltou de 475 mil para 7 milhões de usuários no período analisado e chama atenção no mundo tecnológico. O estudo, realizado pela Nielsen, destaca também o perfil dos chamados "twitteiros". Cerca de 3 milhões deles têm entre 35 e 49 anos, que representam 42% da audiência do site.Em contrapartida, praticamente não há colegiais ou estudantes universitários entre os usuários. O número entre os que têm idade entre 18 e 24 anos não foi considerado significativo pela empresa de pesquisa. Ainda de acordo com o estudo, a maioria das pessoas (62%) visita o Twitter somente durante o trabalho, contra 35% que acessam o site apenas de casa.


Fonte: blog Ideia 2.0.

Bambu (1)




O Ativarte é um projeto em desenvolvimento que faz parte da Associação Adão e Ema. Seu objetivo é proporcionar a jovens de famílias de baixa renda a oportunidade de se profissionalizar no ofício de artesão.Usam matéria-prima natural como bambu, raízes, sementes e fibras, e também descartes da indústria como retalhos de couro e de tecidos.Parte dos recursos provenientes das vendas é revertido para a Associação Adão e Ema, na qual também são realizados outros projetos.

O Bairro Demétria, que surgiu a partir do primeiro projeto de agricultura biodinâmica no país - a Estância Demétria, é hoje um complexo que envolve diversas iniciativas e condomínios residenciais que abrigam cerca de 600 habitantes, provenientes das mais diferentes regiões do país e de diversas partes do mundo.Para atender os pioneiros e os filhos dos agricultores que aqui chegaram em 1974, surgiu, em 1984, a Escola Aitiara, que pratica a educação Waldorf e hoje possui mais de 500 alunos, do bairro, das regiões vizinhas e da cidade de Botucatu.

O impulso da agricultura biodinâmica fez surgir no bairro outras iniciativas inspiradas nos princípios da Antroposofia como a Associação Biodinâmica, o Instituto Biodinâmico, o Instituto Elo de Economia Associativa, que se constituiram a partir do antigo Centro Demeter.O Sítio Bahia e, mais recentemente, o Ouvir Ativo, a Associação Adão e Ema e a Comunidade de Cristãos de Botucatu são outras iniciativas fundamentadas na Antroposofia.

O bairro abriga outros empreendimentos como a Nascentes, a Editora Agroecológica, a Alvorada Alimentos Orgânicos, a Manufatura Buriti, a Refazenda, a Bioloja do Sítio Bahia e possui, entre seus habitantes, muitos artistas, músicos, artesãos.

O Bairro Demétria possui uma vida bastante movimentada, recebendo com frequência alunos de escolas Waldorf de outras cidades, alunos do Curso Fundamental de Agricultura Biológico-dinâmica promovido pelo Instituto Elo, dos cursos de música no Ouvir Ativo e outros visitantes ocasionais que buscam os privilégios de um local tranquilo com um clima muito agradável.

(informações do site do Bairro Demétria)

19 de março de 2009

Sistema transforma lixo orgânico doméstico em adubo


Veja entrevista com educadora sobre sistema MinhoCasa, que permite o processamento do lixo orgânico em casa, transformando-o em adubo para plantas, nos Mobilizadores COEP.


Fonte: Mobilizadores COEP

Katoomba Meeting Brazil 2009


O evento acontece em Cuiabá (MT) e apresenta as mais recentes iniciativas nos mercados de carbono, água e biodiversidade e mostra como estes mercados estão sendo desenvolvidos para auxiliar no combate aos problemas ambientais mais críticos da atualidade. Leia Mais

Conheçam o LIDEC



LIDEC - Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comuntária. Conheci o LIDEC pois o site da Cidade do Conhecimento, projeto paulista, migrou, ou melhor, se transformou (pelo que entendi). Foi um redirecionamento bom, eu diria. O site traz informações sobre tudo o que a gente gosta de pensar aqui no TMS.

A Rede - Tecnologia para Inclusão Social



Desde que entrei para a Rede COEP, assino e recebo a revista A Rede. Ela existe há 4 anos e divulga projetos, informações, idéias. Percebo que há muita informação no Terceiro Setor, a questão é priorizar os canais. Um passeio pelos portais dos ministérios do nosso governo vale a pena. Pelas estatais, idem. ONGS, também. Ser Cidadadão é ser informado, não é verdade? É isso que o coletivo TMS gosta de fazer: levar informações, de todos os tipos, para todas as pessoas. O mais importante: despertar diálogos.

Voltando para A Rede, não deixem de acessar o site.

Abaixo, o link para o artigo em Opinião da Rede, com Lena Zuñiga, sobre o conhecimento coletivo e o anonimato dos autores: Desafios do Anonimato

Para despertar a curiosidade do leitor, um trecho:
"As novas tecnologias nos permitiram capturar e compartilhar o conhecimento mais facilmente e aumentar essa coletividade criativa, trazendo cada vez mais grupos e indivíduos de diferentes culturas para a mesa criadora de idéias. Essas possibilidades nos colocam novos desafios: a exclusão, a exploração, a violência, o crime e a injustiça não podem ser vistos como fenômenos sociais sem relação com as tecnologias, e as tecnologias não podem ser consideradas neutras."

18 de março de 2009

Instituto Ethos lança blog


Instituto Ethos lança blog para possibilitar a troca de informações entre todo o público interessado no Terceiro Setor.

FILE - Dica de Rita Braune


Para quem gosta de tecnologia e arte, a dica de Rita Braune cai como uma luva: FILE 2009 Rio. O FILE é o maior festival de arte e tecnologia do Brasil e América Latina. Acontece até 19 de abril, na OI Futuro. Acesse o FILE 2009 Rio e confira a programação.

O Poder da Mobilização Social via Twitter


O poder da Mobilização Social via Twitter, em breve, aqui no TMS, no texto de uma especialista em Tecnologia. Aguardem! PS: Não sabe o que é o Twitter? Clique na imagem e entre no site para descobrir. Ou aguardem a participação de ... no TMS.

The State of the News Media



Estou lendo os relatórios que fazem parte da publicação anual do The State of the News Media. Desejo compartilhar a informação com quem lê em inglês. Num dos trechos que li, destaque para o conteúdo criado pelos cidadão, a partir de sua participação mais direta que é o comentário.

17 de março de 2009

'Copa verde' no Brasil em 2014

Soluções sustentáveis em infraestrutura fazem parte da campanha por uma 'Copa verde' no Brasil em 2014. O evento no país pode ser pioneiro no mundo se optar por seguir essa filosofia.

"O Brasil tem a chance de fazer a maior ação coordenada de green building do mundo, e isso traria não apenas benefícios ambientais, como também seria excelente para a imagem do país", argumenta o arquiteto Vicente de Castro Mello, lembrando que também as empresas que vierem a associar seu nome à empreitada sairiam beneficiadas...."

Leia mais em: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4099937,00.html

O conceito de Rede por Cassio Martinho

(Foto de Marcelo do Valle)


Hoje em dia, falamos muito em redes. Construímos muitas redes. Desejo trazer algumas páginas para o TMS sobre o conceito de rede. Nestes últimos meses, quem melhor apresentou o conceito, na minha opinião, foi Cassio Martinho. Foi durante o evento de 15 anos da Rede COEP. Clique aqui e saiba o que pensa Cassio.


Se for de sua vontade, envie-nos um comentário.
Participe do TMS dando a sua opinião.

15 de março de 2009

Novas linguagens para mobilizar

Lei Maria da Penha em quadrinhos
Por Marcus Ramone
(09/03/09)

No último dia 6 de março, em solenidade realizada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a Academia Paulista de Magistrados lançou a Cartilha Maria da Penha, um material didático em quadrinhos que explica a Lei Maria da Penha, orienta sobre os direitos da mulher e registra as mais significativas conquistas femininas.Publicada com apoio do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, da Associação Paulista de Magistrados e da Escola Paulista da Magistratura, a HQ institucional foi escrita pelo juiz Richard Francisco Chequini e será distribuída a crianças e jovens do ensino fundamental de escolas públicas municipais e estaduais, além de ONGs, bibliotecas e outras entidades. Foram impressos 200 mil exemplares.O objetivo da iniciativa é fazer com que esse público leitor seja multiplicador dessas informações em sua casa.A lei federal de número 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, entrou em vigor no dia 7 de agosto de 2006 e criou mecanismos para evitar e punir com rigor a violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Fonte: PublishNews
Leia a notícia original da Associação Paulista de Magistrados

14 de março de 2009

Livro sobre eucaliptos e a preservação ambiental no Brasil

Originalmente apresentada como dissertação do autor (Mestrado – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2004), neste trabalho, o autor tenta resgatar a memória histórica, documental e científica de Edmundo Navarro de Andrade, cientista contratado pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro do Estado de São Paulo, em 1904, para encontrar a espécie florestal que mais bem se prestaria ao fornecimento de carvão para as locomotivas e madeira para os dormentes das ferrovias. Navarro começou seu trabalho em Jundiaí, onde organizou o primeiro dos dezoito hortos que fundaria para a Companhia. Suas pesquisas, comparando várias espécies nativas e exóticas, mostraram que as diversas espécies de Eucalyptus seriam a melhor opção tanto para o fornecimento de carvão e dormentes quanto para o reflorestamento das porções de floresta nativa que haviam desaparecido. Entre as obras de Navarro, merecem destaque o Museu do Eucalipto, o único do gênero no mundo, que registra em detalhes todo o trabalho desenvolvido pelo cientista, e o Herbário, que guarda preciosidades, como, por exemplo, a coleção de exsicatas, trazidas da Austrália, presente de Joseph Henry Maiden. Os testemunhos documentais dos 37 anos nos quais Navarro foi diretor do Serviço Florestal da Companhia Paulista estão em sua antiga sede, no Horto Florestal de Rio Claro, onde ele desenvolveu suas experiências de melhoramentos genéticos e entomologia e escreveu diversos livros sobre esses assuntos. Em 1941, ano da morte de Navarro, quase 100 milhões de árvores de Eucalyptus de 75 espécies diferentes estavam se desenvolvendo nas plantações dos hortos florestais ao longo da ferrovia. Apesar das muitas críticas que recebeu dos denominados nacionalistas, que diziam ser o eucalipto extremamente prejudicial ao solo, Navarro pode ser considerado o único conservacionista bem sucedido de sua época.
Sobre o tema da obra

Edmundo Navarro de Andrade (São Paulo, 02/01/1881 - 01/12/1941). Estudou na Escola Nacional de Agricultura de Coimbra (Portugal), onde se diplomou em 1903. De regresso ao Brasil, foi encarregado pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro para organizar o seu primeiro horto florestal, em Jundiaí. Ocupou vários cargos públicos na área agrícola, participando de muitas comissões de estudo no exterior em missão dos governos Federal e de São Paulo, e também da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, tendo percorrido, em longas viagens, grande parte do mundo. Publicou vários títulos, a maioria deles sobre a cultura do eucalipto. Como cientista, Navarro não foi simplesmente um colecionador de coisas: ao criar o Horto Florestal, organizar o Museu do Eucalipto, o Herbário e o Arboreto, deixou-nos um verdadeiro centro cultural no mundo da silvicultura que precisa ser preservado. O trabalho feito por Navarro não visava lucros imediatos. Era um investimento para o futuro.
Sobre o autor do livro:
Augusto Jeronimo Martini possui graduação em Geografia pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp de Rio Claro, e mestrado em História Social pela USP. Atualmente é doutorando em História Social pela USP. Neste trabalho, o autor tenta resgatar a memória histórica, documental e científica de Edmundo Navarro de Andrade, cientista contratado pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro do Estado de São Paulo, em 1904, para encontrar a espécie florestal que mais bem se prestaria ao fornecimento de carvão para as locomotivas e madeira para os dormentes das ferrovias. Atualmente, a Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade possui a maior variedade de espécies de eucalipto do Brasil, o que a torna referência no cultivo e pesquisa da planta e a faz conhecida como “berço do eucalipto”.


13 de março de 2009

Bicicleta

O uso da bicicleta deveria ser mais motivado pelos governos. Além de ser uma deliciosa brincadeira, quem nunca andou de bicicleta quando criança? É um excelente meio de transporte por promover qualidade de vida e respeito ao meio ambiente. E principalmente a inclusão social. Os meios de transportes motorizados são potenciadores da exclusão social por serem acessíveis apenas a pessoas com condições financeiras.

No Brasil há 45 milhões de usuários de bicicleta no dia-a-dia. Mas, infelizmente não temos infra-estrutura para uma movimentação de ciclistas pela cidade, falta integração de ciclovias com vias urbanas e principalmente respeito ao ciclista. Parece até que o mundo foi feito para os carros e não para as pessoas.

Em cidades grandes como Rio e São Paulo é preciso muito cuidado ao circular pelas ruas movimentadas. Carros, caminhões, ônibus não respeitam os ciclistas. Ainda existe gente que acha graça buzinar perto de um ciclista. Não percebe como a buzina pode ser perigosa a ele. Com o susto pode cair da bicicleta causando grave acidente como ser atropelado por um carro.

No Rio desde o fim de dezembro de 2008 está acontecendo o movimento Pedala Rio. São bicicletas distribuídas em diversas áreas por quatro bairros (por Ipanema, Copacabana, Leblon e Lagoa) onde os cariocas podem alugar e podem se movimentar pela cidade. Será expandido para outros 15 bairros. Esse movimento que promove o uso da bicicleta ainda não tem caráter de inclusão social por ter um valor caro e exigir recursos como computador e telefone. Mas, sem dúvida é um começo para mobilizar as pessoas em torno de um transporte considerado o mais sustentável do mundo.

Pelo site da ONG Roda da Paz soube que o governo federal vai subsidiar a venda de bicicletas em todo o Brasil. Vai ser uma forma de consórcio via correios. Isso vai ajudar a muitas pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte e reduzem a 1 ou 2 ônibus por dia quando tem a bicicleta para ir até um ponto de ônibus.

Tomara que isto realmente aconteça, mas é preciso construir ciclovias e bicicletários por esse país afora e criar a cultura que ciclista também faz parte do trânsito.

No próximo post vou contar a conversa que tive com dois ativistas da bicicleta no Brasil. Arturo Alcorta, diretor da Escola de Bicicleta e José Lobo, diretor da ONG Transporte Ativo.


Espero vocês!

Para saber mais:

http://www.mobilicidade.com.br/
http://www.rodasdapaz.org.br
http://www.escoladebicicleta.com.br/#
www.ta.org.br

Empresa israelense quer transformar tráfego em fonte de energia

Uma nova companhia israelense do setor de energia quer transformar o tráfego da hora do rush em fonte de eletricidade. A Innowattech, companhia de energia afiliada ao Instituto de Tecnologia Technion de Israel, informou que geradores especiais instalados embaixo das rodovias, estradas de ferro e trilhos podem armazenar energia suficiente dos veículos que transitam nas vias para produzir eletricidade em massa.

Os geradores contêm material que produz eletricidade mediante a aplicação de força mecânica, como a pressão dos pneus dos carros de passagem. O processo, conhecido como piezeletricidade, tem sido usado há anos em pequena escala, incluindo aparelhos como churrasqueiras e pisos de danceterias que acendem a cada passo.

Uri Amit, presidente da Innowattech, afirmou que a tecnologia da companhia será a maior aplicação de piezelétrica até agora, com uma única faixa de um quilômetro de estrada fornecendo até 100 quilowatts de eletricidade, energia suficiente para abastecer cerca de 40 casas.

"O asfalto é elástico e a pressão de cada pneu é apanhada pelo gerador, que é enterrado a cerca de 3 centímetros abaixo da superfície da estrada", disse Harash. "Os motoristas nem mesmo sentirão uma diferença". O material piezelétrico dura pelo menos 30 anos, bem mais do que a maioria das rodovias, completou ele.

Mobilização pela Cidadania


Ibase mobiliza para discussão sobre o PAC e a integração favela-cidade e mostra pesquisa qualitativa com percepções do(a) carioca sobre o Programa e a situação das favelas na cidade em evento que acontece nesta segunda-feira, 16 de março, na FIRJAN, Rio de Janeiro.


Saiba mais no site do Pacto pela Cidadania

Rede Social Bambu


Recebi de Bel Vidal, do site Bairro das Laranjeiras, a informação sobre a Rede Social Bambu.

Vistem o site e confiram!


Bel, O TMS agradece por mais esta informação.

12 de março de 2009

Amelia Gonzalez comenta post sobre ISO26000


Comentário de Amelia Gonzalez para o post sobre ISO 26000:

Já fizemos matéria sobre a ISO, sim. Ela é uma norma especificamente sobre responsabilidade social, não certificável, que está sendo preparada por um grupo de 350 pessoas, representando 21 países diferentes. Possivelmente vai ser editada em 2010. Uma das polêmicas é a cadeia de valor: as empresas querem ter apenas áreas de influência.

De todo modo, você pode conseguir mais detalhes na Razão Social de março de 2008.

Amelia Gonzalez
Editora do Razão Social
amelia@oglobo.com.br


Amelia, obrigadíssima.
O TMS agradece as suas informações e participação!
Seja sempre bemvinda!

Projeto de comunidades wireless no Rio de Janeiro

Mais informações sobre o projeto de comunidades com wireless.
Mais um informe do FNDC que vale a pena conferir : 1.600 casas no morro têm computador

Depois do Dona Marta, o projeto será expandido para a orla de Ipanema e Leblon e chegará à Baixada, onde beneficiará 2,8 milhões de pessoas em maio. Cidade de Deus e Rocinha — onde o sinal alcançará 80 mil casas — também estão na lista da integração digital promovida pelo governo do estado. Segundo Cabral, o investimento para ampliar o projeto será de R$ 250 milhões.

Santa Marta - primeira comunidade wireless do Brasil

Recebi do FNDC.
Comunidade do Rio de Janeiro é a primeira do país a ter wireless.
Santa Marta Digital conecta comunidade com o mundo
10/03/2009

Rafael Masgrau
Portal Fator Brasil

Mais do que inclusão digital, os dez mil moradores do Santa Marta, a primeira comunidade do país a ter wireless - sinal gratuito de internet banda larga a céu aberto - ganharam, inclusão social, cultural e cidadania.

Projeto Lã Pura






Estou para escrever sobre este projeto há muito tempo. Conheci Lã Pura na verdadeira Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, que aconteceu em 2007, em Brasília, DF. Tive a oportunidade de ir a trabalho, viagem que abriu meus olhos para a quantidade de bons projetos realizados no nosso país. No stand do Talentos Brasil, do Sebrae, pude encontrar as belas peças feitas de crina de cavalo e de lã de ovelha crioula. O projeto envolve quatro municípios da região do Rio Grande do Sul: São Borja, São Gabriel, Santana do Livramento e Urguguaiana. Tudo começou com Dona Carla Diehl Obino (já falecida) e Dona Liciê Fayet Hunsche. As peças são belíssimas, eu mesma tive que me segurar para não trazer uma mala de colares, bolsas, cachecóis, golas, xalés... Visitem o site do projeto e conheçam esse belo trabalho.

11 de março de 2009

ISO 26000 - O que ela garantirá? Precisamos ampliar o diálogo


A ISO 26000 será voltada para a Gestão Ambiental? Ela será voltada para a Responsabilidade Social? Do que se trata exatamente? É necessário que o projeto seja difundido, pois até agora só tenho visto diálogos restritos e pouco divulgados.


Saiu nesta semana, no portal do COEP Nacional, a notícia sobre um seminário realizado no início deste mês: ABNT realiza seminário para discutir a Futura Norma Internacional sobre Responsabilidade Social .




Vamos ampliar o diálogo? Então, participe do TMS!


10 de março de 2009

José Alcino Alano e a Energia do Futuro




Hoje, recebi um telefonema do Sr. José Alcino Alano. Conheci-o há dois anos atrás, quando estava iniciando o trabalho na Rede COEP. Fiz uma matéria sobre o painel de energia solar construído com descartáveis por José Alcino. Entrei em contato com ele, fiz uma entrevista. Leiam no portal do COEP, na notícia COEP Nacional entrevista autor de sistema alternativo de aquecimento solar .


Nunca deixo de acompanhar o trabalho de José Alcino. No ano passado, ele me contou que tinha dado palestras sobre os sistema e que uma das pessoas que assistiu essas palestras replicou o sistema na Ilha Grande, RJ, com bons resultados.


No telefonema de hoje, fiquei sabendo que foi assinado um Acordo de Cooperação para implantar o sistema, durante painel sobre habitação e saneamento ambiental, com a participação dos ministros da Cidade, Márcio Fortes, do Meio Ambiente, Carlos Minc, da presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho e do presidente da Fundação Nacional de Saúde, Francisco Danilo B. Forte.


Para consultar ou baixar o Manual do sistema, clique aqui.

Parabéns para Sr. José Alcino e sua família ! Que o sistema continue sendo replicado no Brasil todo.

Dia 28 de março, não esqueçam: a Hora do Planeta 2009


Para marcar a adesão do Rio de Janeiro à Hora do Planeta, em 28 de março, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, anunciou que desligará as luzes de monumentos cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes. O Jockey Club também confirmou sua participação. Além do Rio de Janeiro, outras grandes cidades mundiais, como Atenas, Buenos Aires e Edimburgo participam do movimento. Até o momento, mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.O WWF-Brasil espera contar com a adesão de empresas, entidades, ONGs, associações de bairro e demais movimentos da sociedade civil.


8 de março de 2009

ODM 3 - Promover a Igualdade entre os Sexos e Valorização da Mulher

Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres, e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. Superar as disparidades gritantes entre meninos e meninas no acesso à escolarização formal será um alicerce fundamental (entre outros) para capacitar as mulheres a ocuparem papéis cada vez mais ativos tanto no mundo econômico quanto na atividade política em seus países.
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Implantação de programas de capacitação e melhoria na qualificação das mulheres; Criação de oportunidades de inserção da mão-de-obra feminina, em atividades alternativas consideradas masculinas; Incluir a valorização do trabalho da mulher em programas de diversidade; Valorização de ações comunitárias que envolvam o trabalho feminino, apoiando iniciativas que promovam o cooperativismo e a auto-sustentação.

(Texto do site Nós Podemos)

Dia Internacional da Mulher



O dia hoje é especial para nós, mulheres. Temos privilégios concedidos por lutas e sofrimentos de gerações passadas. Por isso, somos muito agradecidas. Em todo o mundo, somos plurais. Não vamos esquecer, ser mulher é SER todos os dias.

6 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

No próximo domingo é comemorado o dia internacional da mulher, essa data (8 de março) foi definida em 1975 pela Unesco 118 anos após o massacre de mulheres em 1857 numa tecelagem em Nova Iorque por causa do protesto por melhores condições de trabalho.

Nesta data devemos relembrar as diversas mulheres que fizeram algo pelo mundo e pelo Brasil. Porém nem todas merecem a homenagem e não é por serem menos mulheres e sim pela falta de honestidade, dignidade, respeito ao próximo, pela violência que causam aos outros. São Vilmas, Paulas, Georginas, Marias, Márcias, Cláudias, Creuzas, Josianes que aqui neste post são apenas nomes.

Mas, há mulheres diferentes. Há a Maria da Penha, a Hada Rubia, Lucinha Araújo, Leila Diniz, Cora Coralina, Maria Esther Bueno, Maria Lenk, Neusa das Dores Pereira e ficaria aqui para sempre citando nomes.

Um bom exemplo é a ONG Centro de Documentação e Informação Coisa de Mulher (http://www.coisademulher.org.br). Criada em 1994 por mulheres negras que buscam a inserção profissional para aquelas mulheres que sofrem discriminação ou são socialmente excluídas como mulheres negras, pobres, lésbicas, encarceradas, recém-libertas, meninas e adolescentes em situação de risco.

Diversos eventos vão ocorrer neste mês de março. Cito aqui alguns:
São Paulo
A Desconstrução da Mulher pela Mídia
Dia 08/03, às 18h30. Grátis
Exibição do filme Antonia e Debate
A partir das 20h. R$ 4 e ½
Museu da Imagem e do Som (MIS)
Av. Europa, 158. Jd. Europa
(11) 3062-9197

Rio de Janeiro:

Hoje tem marmelada? Tem sim senhora!
Teatro do Sesc - São João de Meriti
Com a participação das meninas que integram o elenco da CIA. CRESCER E VIVER DE CIRCO
Dia 11 de março às 16 horas
Mulheres Socialmente Responsáveis
Dia 11/03 de 11H até 14H
Auditório Humberto Braga (anexo ao TCE-RJ)
Com participação de Hada Rubia e apresentação do grupo Fanfarra Carioca com o espetáculo “Se todos fossem iguais a você”.

Belo Horizonte
Eventos organizados pela UFMG
Dia 9 de março, terça-feira - Exposição de pôsteres e cartilha, de diferentes épocas, relativos às questões femininas, tanto na área de saúde quanto social. Local: Saguão da Faculdade de Medicina da UFMG.
• Dia 11 de março, quarta feira - Sessão de cinema: “O preço de uma escolha”. Das 12h às 14h, sala Amilcar Vianna Martins.
. Dia 12 de março, quinta feira - Recital matutino em solo realizado pelo aluno Marcus Carvalho dos Santos, de músicas com nomes de mulheres. O objetivo desta apresentação é promover a perspectiva de homens combatendo a violência contra as mulheres. De 12h30 às 14h, auditório Amilcar Vianna Martins.
. Dia 17 de março, terça feira - Sessão de curtas metragens sobre a temática feminista. De 12h às 14h, auditório Amilcar Viana Martins.

Mas, tenho certeza que para muitas mulheres bastaria uma rosa. Em março de 2006 num restaurante em Niterói eu e minha mãe ganhamos uma rosa vermelha. Para minha mãe, uma adoradora das flores foi o melhor presente com muito significado.

É com rosas vermelhas que parabenizo todas as mulheres que não estão na mídia para mostrar seus feitos, mas sabemos que criam seus filhos, cuidam da casa, saem para trabalhar todos os dias com muita garra e dignidade e são antes e depois de tudo Mulheres.



Participe do TMS!

4 de março de 2009

Redes Sociais

Lendo a materia publicada no Globo On Line (04 de março) sobre a pesquisa da IBM que aponta para o crescimento das Redes Sociais (http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/03/03/redes-sociais-terao-800-milhoes-de-usuarios-ate-2012-diz-estudo-754667658.asp), me interessei por um artigo de Raquel Recuero que é jornalista, professora da ECOS/UCPel e pesquisadora. Suas áreas são redes sociais e comunidades virtuais na Internet, fluxos de informação e capital social no ciberespaço e jornalismo digital.

Raquel propõe uma reflexão sobre esses espaços sociais, o aumento das conexões entre as pessoas, com influências óbvias na difusão de informações e no capital social criado....

Carnaval promovendo cidadania



Fundação BB e Casa da Cultura investem em jovens fluminenses
por Dalva de Oliveira

Cariocas, os compositores Tom Jobim e Vinícius de Moraes já compararam a felicidade do pobre à ilusão do carnaval. Na letra de "A felicidade", ambas se acabam rápido, na quarta-feira de cinzas. É também no Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense, região metropolitana da cidade que concentra grandes problemas urbanos, que o carnaval desponta não apenas como festa passageira, mas como passaporte para a felicidade, quem sabe de uma vida inteira, de jovens entre 14 e 25 anos.
Ali, o projeto Construindo o Carnaval, realizado pelo Centro de Formação Artística e Cultural da Baixada Fluminense (a Casa da Cultura) busca inserir os filhos das comunidades na cadeia produtiva do carnaval. A meta é capacitar 175 adolescentes e jovens em oficinas de corte, costura e modelagem, chapelaria, alegorias e adereços, serralheria e marcenaria, escultura em isopor e resina, modelagem em arame e sapataria. Os cursos, divididos em duas turmas, já estão em funcionamento e têm duração de cinco meses. As aulas da primeira turma começaram em janeiro e as da segunda têm previsão de início para maio.
O projeto é realizado com investimentos sociais de mais de R$ 246 mil da Fundação Banco do Brasil.
"Queremos qualificá-los não só para trabalhar aqui. Eles podem aprender o ofício e praticá-lo também em outras agremiações", afirma o coordenador-geral da Casa da Cultura, Diestéfano Sant'Anna. "É nessa idade que eles procuram se firmar numa profissão, buscando o primeiro emprego", completa.
Trabalho, profissão, lazer - No Construindo o Carnaval, os jovens também participam de atividades culturais, como capoeira, teatro, dança e circo. Para fazer parte do projeto, no entanto, precisam estar matriculados na escola. Um telecentro, instalado na Casa, oferece oportunidade de mais aprendizado por meio de 20 computadores conectados à internet.
Dentro da Casa, os atrativos são muitos, mas o mundo da rua também encanta, acredita o coordenador. "Essa é a idade de maior vulnerabilidade, onde as influências negativas estão sempre por perto, e, para que eles não se percam, a Casa tem a missão de ajudá-los a ter um trabalho e até mesmo uma profissão".
Para que todos se sintam em casa, nenhum esforço é poupado. "Utilizamos todos os meios de comunicação disponíveis para atrair os jovens, como a rádio local, o carro de som e os jornais".
Essas estratégias vêm dando certo. Jéssica Lima da Silva, 14 anos, moradora de São João de Meriti, não quer perder tempo. A estudante da sexta série do ensino fundamental conta que a Casa oferece, além de capacitação, atividades de lazer. "Toda a minha família trabalha com o carnaval e eu quero aprender logo cedo a fazer a mesma coisa para manter a tradição", diz. Jéssica já aprendeu a fazer ornamentos, mas também quer estudar informática e inglês.
Mais informações :
Fundação Banco do Brasil
Gerência de Comunicação e Mobilização Social
Portal: www.fundacaobancodobrasil.org.br
Webjornalismo
Emails: dalva@fbb.org.br; claudia@fbb.org.br
Telefone: (61) 3310.1989
Assessoria de Imprensa
Emails:priscilla@fbb.org.br;
waleska.barbosa.org.br
Telefone: (61) 3310.1967

Fonte: Fundação Banco do Brasil

3 de março de 2009

Lixo eletrônico : somos todos responsáveis



Replico aqui no TMS a notícia para que possamos refletir sobre a nossa responsabilidade


Do lixo eletrônico à matéria-prima para um novo negócio

Em todo o mundo, estima-se que sejam produzidos 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, sendo que apenas 1% deste total é encaminhado para a reciclagem.


Todos os anos a equação “desenvolvimento tecnológico” e “consumo inconsciente” agrava a questão do lixo eletrônico no mundo. O destino do que chamamos lixo eletrônico, além de não ser ambientalmente adequado, se soma ao crescimento desenfreado da venda de computadores pessoais (PCs) e outros equipamentos eletrônicos, agravando os problemas ambientais e sociais ligados a produção e descarte tecnológico. Algumas das saídas para equilibrar a equação entre desenvolvimento tecnológico e meio ambiente foram apresentadas terça-feira (20/01), no Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP de São Paulo.

Com objetivo de compartilhar as experiências realizadas na área do desenvolvimento tecnológico sustentável, pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) - oriundos de diferentes países -, representantes da indústria da informática e especialistas em gestão ambiental, além da professora Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE e do Laboratório de Arquitetura de Redes e Computadores (Larc) da Escola Politécnica (Poli) da USP, falaram sobre a gestão ambiental da tecnologia.


Consumo consciente
Em todo o mundo, estima-se que sejam produzidos 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, sendo que apenas 1% deste total é encaminhado para a reciclagem.


Apesar do aumento das vendas de eletrônicos, não há no Brasil uma legislação que estabeleça o destino correto para a sucata digital. Não há também legislações ou normas que responsabilizem os fabricantes pelo seu descarte.


Para Adnan Shahid, pesquisador do MIT (Paquistão), os consumidores são a maior força para promover uma mudança frente à falta de regulamentação. “Como é feito hoje, o consumo e o descarte de lixo eletrônico não é bom para mim, nem para vocês, muito menos para nossas crianças, seja no Brasil ou Paquistão”, afirma.


Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE-USP, acredita que ter responsabilidade no ato da compra é o primeiro passo para debater o que estamos descartando. “Ampliando o debate sobre os riscos do lixo eletrônico, você aumenta a responsabilidade das ações na cadeia toda - desde a produção até o descarte”, afirma Tereza.


A coordenadora dá a dica para quem quer começar a fazer a diferença. “Peça por computadores verdes, ou seja, computadores livres de chumbo, econômicos no consumo de energia e cujos componentes são totalmente recicláveis. Além disso, veja com o fabricante, a política de descarte antes de comprar. Na ausência de legislação adequada, precisamos começar a agir enquanto indivíduos.”


Os 3Rs como oportunidade de negócio
A quantidade de sucada tecnológica que poderia se tornar matéria prima esbarra, além de tudo, na falta de uma gestão logistica para um programa nacional de reciclagem.


Antonio de Castro Bruni, gerente do Setor de Suporte Tecnológico da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), acredita que o problema do lixo eletrônico é uma oportunidade de negócios e disse que já estão negociando parcerias entre recicladoras e os Correios.


Segundo Bruni, os Correios receberiam os equipamentos (micros, notebooks, telefones, televisores, entre outros) e cederiam um espaço para acomodação até a retirada pela empresa recicladora, que deverá arcar com os custos do transporte. “Ainda se trata de uma proposta, tudo está sendo analisado com muita calma e ainda não temos uma resposta final. Mas acreditamos que é um gande negócio e que interessa a todos.”


Para ele, os principais eixos do debate sobre as soluções do lixo eletrônico devem abordar a promoção da indústria de reciclagem, redução da poluição causada pela disposição inadequada desse tipo de resíduo, promoção de parcerias para coleta de micros domésticos, inclusão digital, por meio do reúso de computadores, educação ambiental e criação de um índice de reciclagem. Segundo o gerente do Setor de Suporte Tecnológico da Cetesb, o gerenciamento do lixo eletrônico vai permitir, ainda, reduzir a pressão sobre o meio ambiente, uma vez que metais como prata, níquel, ferro, alumínio, cobre, entre outros, poderão ser reutizados pela indústria nacional. “Com a tecnologia disponível, você consegue separar todos os metais e produtos existentes em placas e outros itens dos equipamentos eletrônicos. Paralelamente é possível ajudar a fortalecer um nicho de mercado que vai gerar inúmeros empregos”, afirma.


Lixo eletrônico e seus riscos
Pilhas, baterias e celulares não são os únicos tipos de lixo eletrônico. Computadores, televisores, rádios, DVDs, CDs e lâmpadas fluorescentes também possuem substâncias tóxicas como chumbo e mercúrio. Sem descarte apropriado, estes materiais altamente tóxicos para a saúde humana freqüentemente vão parar em aterros sanitários comuns ou são queimados a céu aberto, sem os cuidados apropriados, quando não acabam literalmente sendo enviados para países em desenvolvimento.


“Só em 2006, foram vendidos 7 milhões de computadores. Se descartados sem controle num horizonte de até dez anos, essas máquinas podem implicar numa montanha de resíduos da ordem de 70 mil toneladas. Se houver contaminações, os custos para a sociedade brasileira podem ser incalculáveis”, conclui a diretora do CCE.


Saiba mais sobre quem ajuda e como você pode ajudar:


Dell
A fabricante de computadores possui dois programas: um de inclusão digital, que recebe micros usados e os doa a centros comunitários (http://www.pensamentodigital.org.br/) e outro de recolhimento de PCs antigos da marca (http://www.dell.com.br/).


CDI
Organização não governamental que visa à inclusão digital. As máquinas a serem doadas devem ter processador Pentium II ou superior, HD de no mínimo 2 GB e memória RAM de no mínimo 64 MB. Caixas de som, hubs, impressoras, kits multimídia, modems, mouses, no-break, scanners e teclados são recebidos somente em bom estado (http://www.cdi.org.br/)


CCE - Centro de Computação Eletrônica da USP
Tecnologia de informação com selo verde (http://www.cce.usp.br/)


Cetesb/ Mutirão Verde
Informações sobre como e onde descartar lixo eletrônico no estado de São Paulo. http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico/destino_lixo.htm


Por Leticia Freire, do Mercado Ético
Fonte: Envolverde/Mercado Ético


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