Diante de um desastre natural, como jornalistas e comunicadores podem superar o choque e partir para a ação de uma maneira eficaz? Essa é uma das missões da agência de comunicação científica Formicablu, Bolonha, Itália. Conheça o site e as ideias.
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2 de junho de 2011
23 de março de 2009
Água: a julgar pela internet, ainda há muito a fazer
A forma como o Dia Mundial da Água ecoou na Internet, com quase ou nenhuma repercussão, dos site de notícias às redes sociais, demonstra o quanto ainda estamos longe da conscientização a respeito da escassez.
A água está acabando, e justamente por causa do desperdício, da arrogância e da falsa ideia de que estará sempre à nossa disposição.
Publicações no Twitter limitaram-se à troca de links para os poucos sites de vídeos abordando o assunto.
Também não houve qualquer iniciativa de blogagem coletiva pelos ciberativistas.
Entende-se por Ciberativismo a busca de apoio para causas (normalmente de cunho ambiental, político ou social) através da Internet e de outros meios mediáticos; divulgando e abrindo espaço para discussões, procurando algumas vezes estabelecer uma rede de solidariedade.
A água, ou a falta dela, parece não ter alcançado ainda o status de causa palpitante, capaz de envolver o comprometer os ciberativistas. Talvez nem mesmo muitos ativistas. E aí pode estar uma das razões pela baixa mobilização na rede.
Mas quando percebemos que nem o Greenpeace fez uso da rede e de suas ferramentas nessa hora, aí a questão começa a ficar ainda mais preocupante.
O bom exemplo, mais um vez, vem da Charitywater.org, autora do vídeo aí embaixo. É uma das organizações que melhor tem usado a Internet para divulgar sua causa.
E você? Já participou de algum cibermovimento? Já usou a rede para mobilizar, protestar, conscientizar?
A água está acabando, e justamente por causa do desperdício, da arrogância e da falsa ideia de que estará sempre à nossa disposição.
Publicações no Twitter limitaram-se à troca de links para os poucos sites de vídeos abordando o assunto.
Também não houve qualquer iniciativa de blogagem coletiva pelos ciberativistas.
Entende-se por Ciberativismo a busca de apoio para causas (normalmente de cunho ambiental, político ou social) através da Internet e de outros meios mediáticos; divulgando e abrindo espaço para discussões, procurando algumas vezes estabelecer uma rede de solidariedade.
A água, ou a falta dela, parece não ter alcançado ainda o status de causa palpitante, capaz de envolver o comprometer os ciberativistas. Talvez nem mesmo muitos ativistas. E aí pode estar uma das razões pela baixa mobilização na rede.
Mas quando percebemos que nem o Greenpeace fez uso da rede e de suas ferramentas nessa hora, aí a questão começa a ficar ainda mais preocupante.
O bom exemplo, mais um vez, vem da Charitywater.org, autora do vídeo aí embaixo. É uma das organizações que melhor tem usado a Internet para divulgar sua causa.
E você? Já participou de algum cibermovimento? Já usou a rede para mobilizar, protestar, conscientizar?
21 de março de 2009
Twitter e mobilização social
Você ainda está entre aqueles que dizem que o Twitter não serve para nada? Ou que o considera uma grande perda de tempo?
Bom... Talvez você ainda não tenha dedicado tempo suficiente à tarefa de experimentar todas as possibilidades que esse serviço colaborativo de produção e circulação de informações oferece... Pense nisso, sem preconceito.
Tente começar respondendo à pergunta "o que é o Twitter"?
Eu, por exemplo, faço coro com aqueles heavy users de Internet que dizem que o Twitter é o que desejamos que ele seja. Como toda boa ferramenta web, é multi-uso, a serviço de uma infinidade de objetivos: alertas, notícias, lembretes, indicações, busca de informações e, porque não, mobilizações sociais.
Tem um quê de Messenger, de leitor RSS, de Delicious, de rede social, tudo ao mesmo tempo, misturado, formando um caldo tão heterogêneo quanto as ferramentas criadas no seu entorno, para facilitar seguir assuntos, em vez de pessoas do nosso grupo social. E assim ampliar horizontes e o alcance das mensagens. Porque o Twitter é extremamente rastreável. E as relações não são recíprocas. Nem sempre quem você segue é seu seguidor e vice-versa.
Suas atualizações rápidas e curtas permitem criações coletivas típicas das redes, onde costuma ocorrer uma espécie de pacto de insubordinação, com o poder fluindo de forma equitativa. Podemos todos ser produtores e consumidores de informação, alternadamente, no mesmo ambiente.
Some-se a isso o fato de permitir consultas e atualizações a partir de qualquer tipo de dispositivo digital, do micro ao celular, e o que encontramos é, de fato, uma poderosa ferramenta de comunicação.
Portanto, assim como uma polaroide pode produzir arte nas mãos certas, granto que também o Twitter pode render muito, se usado com objetividade e senso de utilidade.
Há pouco menos de um ano usando o Twitter, embora o serviço complete hoje três anos de vida (entrou no ar em 21 de março de 2006), já posso dizer que vi de tudo um pouco.
Vi muita gente perdendo tempo, é verdade.
Mas também vi muita gente se apropriando da ferramenta para usos interessantes, como a participação remota em conferências e debates.
O Twitter já está mudando completamente a maneira de pensar, organizar e assistir eventos. Não raro, a conversa paralela no Twitter chega a ser mais rica e diversificada que o próprio debate em si. Basta não cair na armadilha do lugar comum, da narração pura e simples do que se ouve e vê.
O rápido estabelecimento de diálogos coletivos, sobre qualquer assunto, de modo assíncrono, é, na minha opinião, o grande trunfo do Twitter. O que o torna especial.
Que o diga o candidato Barack Obama. Não a toa o Twitter cresceu 1328% de fevereiro do ano passado a fevereiro deste ano, só nos Estados Unidos.
Amanhã, por exemplo, estou curiosa para saber como o Dia Mundial da Água ecoará no microblogesfera.
No Twitter Search (search.twitter.com) pretendo seguir o tema #água. No monitter.com, site onde é possível monitor três diferentes palavras-chave no Twitter, seguirei as palavras water, wwwd e Charity. A Charitywater.org, para quem não sabe, é a ONG beneficiada no início de fevereiro pelo Twestival, reunião de twitteiros em 185 cidades em todo o planeta, incluindo Belo Horizonte (MG), São Paulo, Campinas (SP), Bauru (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Passo Fundo (RS), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Rio de Janeiro, com o objetivo de angariar fundos para formas de combate à falta de água em países em desenvolvimento.
Minha expectativa é a de que amanhã o Twitter seja inundado por informações e mensagens que ajudem a aumentar a consciência coletiva sobre os riscos inerentes à escassez de água potável no mundo. Farei a minha parte publicando informações usando as palavras-chave #água e #wwwc. E você?
9 de janeiro de 2009
Comunicação e Responsabilidade Social


Adoro informação. Quando faço viagens de mobilização, e mesmo em férias, costumo ler tudo que é publicado nos locais por onde paro. No trabalho, sou conhecida como a neurótica dos números e da informação...e eu gosto mesmo, faço com o maior prazer. Recebo semanalmente alguns informativos interessantes, que assino quando acho a fonte boa. Há alguns meses atrás, recebi pelo Meio&Mensagem Online uma curiosa notícia sobre a Vale. A Vale acabava de contratar uma empresa de comunicação para gerir a área de Responsabilidade Social. Foi uma nota que me chamou a atenção naquela época, tanto que enviei imediatamente um e-mail para uma especialista no assunto. Ficamos de observar essa tendência, que na verdade, traduz uma das realidades no Terceiro Setor: comunicação é fundamental. Hoje recebi o informativo de pauta do programa Visão Social, me chamou a atenção uma informação que até então tinha passado desapercebida: que a coordenação de produção do programa é da GARIMPO BRASIL – Agência de Comunicação e Responsabilidade Social. Gostaria de abrir um diálogo, pois tenho pavor dos monólogos, sobre a questão visibilidade no Terceiro Setor e as estratégias para a mobilização social. Vou elaborar melhor e trazer num próximo post algumas observações, já que trabalho como agente de comunicação e mobilização social. Abaixo, segue a informação sobre a Vale.
Euro Contemporânea assume projetos sociais da Vale
Meio&Mensagem
Investimentos para essa área nos próximos quatro anos estão orçados em US$ 1,4 bilhão. A primeira campanha, já veiculada, aborda núcleo de desenvolvimento econômico criado pela Fundação Vale
A Euro Contemporânea assumiu a conta da Vale referente aos projetos de terceiro setor da Vale, cujos investimentos para os próximos quatros anos estão orçados em US$ 1,4 bilhão. A primeira campanha foi veiculada neste último fim de semana com anúncios nas principais revistas semanais e nos jornais das principais do País. O tema foi a Estação Conhecimento de Tucamã (PA), primeiro núcleo de desenvolvimento econômico criado pela Fundação Vale. A conta principal da empresa, porém, continua na Africa.
Investimentos para essa área nos próximos quatro anos estão orçados em US$ 1,4 bilhão. A primeira campanha, já veiculada, aborda núcleo de desenvolvimento econômico criado pela Fundação Vale
A Euro Contemporânea assumiu a conta da Vale referente aos projetos de terceiro setor da Vale, cujos investimentos para os próximos quatros anos estão orçados em US$ 1,4 bilhão. A primeira campanha foi veiculada neste último fim de semana com anúncios nas principais revistas semanais e nos jornais das principais do País. O tema foi a Estação Conhecimento de Tucamã (PA), primeiro núcleo de desenvolvimento econômico criado pela Fundação Vale. A conta principal da empresa, porém, continua na Africa.
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