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19 de março de 2011

Alô Eduardo Paes: a cidade está um lixo !


Faz algum tempo, venho reparando o aumento da sujeira nas ruas do Rio de Janeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Nos pontos de ônibus, nas avenidas, nas praças públicas, em todo lugar. Aqui aonde moro, no Cosme Velho, as pessoas largam o lixo nas calçadas.Pela manhã, só resta aos animais famintos alimentar-se desses detritos que ficam expostos a céu aberto. E de quem é a culpa? Dos animais? Claro que não, mas das pessoas que não obedecem leis e bons costumes. Para piorar, no bar aqui ao lado, o povo, que não mora aqui com certeza, resolveu fazer churrasco, com música alta, bebedeira e lixo...na porta da casa dos outros. Aonde está a ordem do Sr. Eduardo Paes?

20 de janeiro de 2010

Prefeitura do Rio de Janeiro inicia mobilização popular pela limpeza da cidade

(Clique na imagem acima para acessar a página)


Mobilização da população pode ajudar a tornar o Rio
um lugar melhor de se viver


A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um Plano Estratégico com 46 metas de gestão para a nossa cidade até 2012, com o objetivo de torná-la um lugar melhor para se viver. Alem destas metas, o prefeito Eduardo Paes convocou a população para mais um compromisso, que deve ser de todos: a redução do lixo público das ruas em 8% ao ano. A intenção é fazer com que cada carioca se sinta responsável pela sua cidade e demonstre isso em ações concretas e diárias. Para ajudar a mobilizar a população, a Prefeitura criou o hotsite, onde o cidadão pode acessar os resultados dos Lixômetros, espalhados pela cidade, além de informações virtuais específicas sobre o volume de lixo na área em que mora. Com isso, é possível a população verificar como sua comunidade está reagindo a mobilização e, no final, ainda competir por alguns benefícios que a Prefeitura se comprometeu a presentear às áreas que melhor alcançar a meta. Os Lixômetros estão monitorando a evolução do lixo público produzido por dia e por pessoa. Eles estão posicionados em pontos estratégicos da cidade e os resultados do total de detritos de cada uma das 34 Regiões Administrativas (RAs) estão sendo divulgados semanalmente.

O Rio de Janeiro é hoje uma das capitais com maior geração de lixo público do país. São mais de 1.200.000 toneladas de lixo recolhidos anualmente nas ruas e praias da cidade. Para lidar com essa enorme quantidade, a Prefeitura gasta cerca de R$ 250 milhões por ano. Com uma atitude mais responsável e consciente do cidadão carioca, poderíamos reduzir essa quantidade de lixo e esse dinheiro seria aplicado na saúde, na educação ou em obras para a cidade.

1 de dezembro de 2009

O Carioca e o Lixo

Cezar Loureiro/ Ag. Globo

Não é à toa que saiu a matéria na Revista Veja. O Rio de Janeiro está mais sujo, ou seja, o carioca está mais porco - que me perdoe o animal porquinho. Na Lagoa Rodrigo de Freitas é triste observar em alguns pontos a quantidade de lixo. Se sairmos da Zona Sul, não quero nem imaginar. Temos que voltar a educar o povo e a nós mesmos, pois acreditem, a educação básica ficou lá atrás. É compreensível a revolta do Prefeito Eduardo Paes e a possível iniciativa de parar a Comlurb durante 24 horas. Eu dou força. Parece até o romance de Jose Saramago: Intermitências da Morte. A morte faz greve e o mundo fica cheio de gente...a morte precisa existir, faz parte do equilíbrio. Mas vamos combinar...lixo é sinal de desequilíbrio. Vamos todos voltar a ser fiscal da natureza e da limpeza. Cidade legal é cidade limpa. Então cariocas, vamos fazer a nossa parte?

Abaixo, reproduzo a matéria que saiu na Veja. Vale a pena ler.


O lixo diário de cada um

O prefeito Eduardo Paes ameaça suspender por um dia a limpeza das praias do Rio para mostrar que quem emporcalha a cidade são os cariocas


Silvia Rogar

Praias cercadas por montanhas tornam o Rio de Janeiro uma metrópole única. Nos fins de semana de sol, a orla fica tão apinhada que parece não haver outro programa na cidade. Com o passar das horas, porém, o cenário maravilhoso se esvai. Lá pelo início da tarde, no trajeto entre o calçadão e o mar, é grande a possibilidade de o banhista tropeçar numa casca de coco, pisar num palito de churrasco ou ter de espantar pombos que disputam restos de comida na areia. Os cariocas, é claro, culpam a prefeitura. Mas basta passar pelas praias no início ou no fim do dia, quando 200 garis estão em plena atividade, para ver que não é bem assim. Eles chegam a recolher 180 toneladas de sujeira na orla depois de um domingo de sol. Na semana passada, uma possível proibição da venda de coco, já descartada, trouxe à tona o cerne da questão: a limpeza da cidade é responsabilidade do governo, mas cabe à população preservá-la. O prefeito Eduardo Paes não economizou nas palavras. "As pessoas têm de ser menos porcas", disse.

O lixo jogado pelos cidadãos se espalha por toda a cidade. A Avenida Rio Branco, a principal via do centro do Rio, é varrida seis vezes por dia – e, ainda assim, está sempre suja. Diariamente, são recolhidas 3 500 toneladas de lixo das ruas cariocas, o que equivale a 590 gramas por habitante. Em São Paulo, são 2 970 toneladas por dia, ou 280 gramas por habitante. É menos da metade. "Esses dados mostram que o carioca é pouco educado quando descansa e quando trabalha", disse Paes a VEJA. O prefeito fez muito barulho ao anunciar medidas para conter a sujeira. O alarde valerá a pena, caso consiga diminuir a porqueira da cidade. Ele promete instalar painéis, batizados de lixômetros, nas 34 regiões administrativas do Rio, a partir de dezembro. O indicador mostrará se o lixo jogado na área aumentou ou diminuiu. Também serão instaladas mais lixeiras, destinadas aos 900 barraqueiros das praias.

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) teve orçamento de 800 milhões de reais em 2009 – cerca de 10% da receita da prefeitura carioca. O município ainda estuda outros estímulos, como baixar o IPTU da região que conseguir reduzir mais significativamente o lixo. Enquanto a sujeira não diminui, Paes promete: sem anunciar a data, vai suspender o trabalho dos garis na orla após um domingo de sol. Confrontados com o lixo que produzem, talvez os cariocas consigam melhorar suas maneiras. Em países como a Inglaterra, onde o grande problema das ruas são as pontas de cigarro, o governo é duro com os sujismundos. Cerca de 44 000 pessoas são processadas ou recebem anualmente algum tipo de penalidade por atirar lixo em lugares públicos.

Foto Uanderson Fernandes/Ag. O Dia

NEM PARECE PRAIA
Garis recolhem lixo na Praia de Copacaban


5 de dezembro de 2008

Cuidar do Lixo nosso de cada Dia



Apareceu nesta semana este outdoor na Voluntários da Pátria, Rio de Janeiro. Achei uma iniciativa oportuna para a conscientização da população sobre o assunto lixo. A proposta é do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Sim, o lixo sempre volta para você. É como a relação de causa e efeito. Se inundamos nosso ambiente de lixo, estaremos inundando nós mesmo de resíduos. Precisamos fazer a coleta seletiva, ter consciência do lixo tóxico, manter a cidade limpa.
Abaixo segue a notícia publicada:

Estado lança campanha contra quem suja praias, ruas e rios
Por Guedes de Freitas

Reciclável e lixo comum versus Sujismundo. Personagens da campanha, deflagrada nesta quinta-feira, pela Secretaria do Ambiente, contra quem suja praias, ruas e rios no Estado do Rio de Janeiro, as duas figuras, em forma de latão de lixo, estarão sempre a postos para flagrar pessoas jogando lixo de forma inadequada, aquele que atira um papel na areia, joga copos descartáveis no chão ou despeja lixo doméstico em rios e canais. Em todas as situações, vão lembrar aos sujismundos, sempre de forma leve e descontraída, que este gesto é um ato contra eles mesmos, traduzido na forma de enchentes e doenças, como a dengue.
A campanha publicitária, que durante as três próximas semanas estará nas emissoras de rádio e televisão, em horário nobre, e na mídia impressa, tem o objetivo de educar e informar a população sobre as conseqüências da destinação inadequada do lixo doméstico. Todos os spots publicitários trazem um número telefônico gratuito e o endereço de um site para a pessoa fazer denúncias, apresentar sugestões e se informar dos procedimentos adequados para o lixo. A mensagem publicitária sempre termina com esta frase: “Saiba o que fazer com o seu lixo. Acesse www.meulixo.rj.gov.br ou ligue para 0800.941.6600. O lixo sempre volta para você. Cuide bem dele”.
As mensagens publicitárias já estão no ar desde ontem. A ocasião é mais do que oportuna: o início do verão. Segundo a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, como é tempo de muita chuva, esta estação do ano está associada a tragédias e epidemias em grande parte graças à falta de orientação da população para a destinação adequada do lixo que produz.
– A campanha pretende alertar a população para os efeitos da destinação inadequada do lixo, com base em duas premissas: o caráter provocador de inundações, ao entupir rios e sistemas de drenagem, e como focos de doenças, por causa dos detritos acumulados à beira de cursos de água e em terrenos baldios. Sem falar que o lixo está diretamente associado à degradação ambiental – conceituou a secretária.
A campanha "Para onde vai o seu lixo?" tem pretensões de mudar paradigmas da educação ambiental, tradicionalmente feita por meio de programas a varejo, ao longo do ano. Ao adotar postura mais profissional, a campanha busca ampliar o alcance do público-alvo.
– Diria que esta é uma campanha ambiental de massa, por atacado, atingindo desde a classe média alta, que vai à praia e joga lixo pela janela do carro, até as comunidades mais carentes que, para não estocar o lixo em casa até a passagem do caminhão de limpeza ou para não ter de caminhar um pouco até uma caçamba, opta por descartá-lo diretamente no rio ou no terreno baldio – sintetizou Marilene Ramos.
A secretária também fez o primeiro balanço do mutirão de limpeza do Rio Pavuna-Meriti, na Baixada Fluminense, lançado oficialmente no dia 19. De lá até o dia 27, em pouco mais de um quilômetro, a partir da ecobarreira próxima à Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, no sentido da nascente, foram recolhidas em ambas as margens 350 toneladas de lixo. O plano é fazer a limpeza nos 20 quilômetros do rio, aliado à educação ambiental das comunidades ribeirinhas.