19 de março de 2011
Alô Eduardo Paes: a cidade está um lixo !
16 de abril de 2010
20 de janeiro de 2010
Prefeitura do Rio de Janeiro inicia mobilização popular pela limpeza da cidade
O Rio de Janeiro é hoje uma das capitais com maior geração de lixo público do país. São mais de 1.200.000 toneladas de lixo recolhidos anualmente nas ruas e praias da cidade. Para lidar com essa enorme quantidade, a Prefeitura gasta cerca de R$ 250 milhões por ano. Com uma atitude mais responsável e consciente do cidadão carioca, poderíamos reduzir essa quantidade de lixo e esse dinheiro seria aplicado na saúde, na educação ou em obras para a cidade.
1 de dezembro de 2009
O Carioca e o Lixo
O lixo diário de cada um
O prefeito Eduardo Paes ameaça suspender por um dia a limpeza das praias do Rio para mostrar que quem emporcalha a cidade são os cariocas
Silvia Rogar
Praias cercadas por montanhas tornam o Rio de Janeiro uma metrópole única. Nos fins de semana de sol, a orla fica tão apinhada que parece não haver outro programa na cidade. Com o passar das horas, porém, o cenário maravilhoso se esvai. Lá pelo início da tarde, no trajeto entre o calçadão e o mar, é grande a possibilidade de o banhista tropeçar numa casca de coco, pisar num palito de churrasco ou ter de espantar pombos que disputam restos de comida na areia. Os cariocas, é claro, culpam a prefeitura. Mas basta passar pelas praias no início ou no fim do dia, quando 200 garis estão em plena atividade, para ver que não é bem assim. Eles chegam a recolher 180 toneladas de sujeira na orla depois de um domingo de sol. Na semana passada, uma possível proibição da venda de coco, já descartada, trouxe à tona o cerne da questão: a limpeza da cidade é responsabilidade do governo, mas cabe à população preservá-la. O prefeito Eduardo Paes não economizou nas palavras. "As pessoas têm de ser menos porcas", disse.
O lixo jogado pelos cidadãos se espalha por toda a cidade. A Avenida Rio Branco, a principal via do centro do Rio, é varrida seis vezes por dia – e, ainda assim, está sempre suja. Diariamente, são recolhidas 3 500 toneladas de lixo das ruas cariocas, o que equivale a 590 gramas por habitante. Em São Paulo, são 2 970 toneladas por dia, ou 280 gramas por habitante. É menos da metade. "Esses dados mostram que o carioca é pouco educado quando descansa e quando trabalha", disse Paes a VEJA. O prefeito fez muito barulho ao anunciar medidas para conter a sujeira. O alarde valerá a pena, caso consiga diminuir a porqueira da cidade. Ele promete instalar painéis, batizados de lixômetros, nas 34 regiões administrativas do Rio, a partir de dezembro. O indicador mostrará se o lixo jogado na área aumentou ou diminuiu. Também serão instaladas mais lixeiras, destinadas aos 900 barraqueiros das praias.
A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) teve orçamento de 800 milhões de reais em 2009 – cerca de 10% da receita da prefeitura carioca. O município ainda estuda outros estímulos, como baixar o IPTU da região que conseguir reduzir mais significativamente o lixo. Enquanto a sujeira não diminui, Paes promete: sem anunciar a data, vai suspender o trabalho dos garis na orla após um domingo de sol. Confrontados com o lixo que produzem, talvez os cariocas consigam melhorar suas maneiras. Em países como a Inglaterra, onde o grande problema das ruas são as pontas de cigarro, o governo é duro com os sujismundos. Cerca de 44 000 pessoas são processadas ou recebem anualmente algum tipo de penalidade por atirar lixo em lugares públicos.
Foto Uanderson Fernandes/Ag. O Dia |
NEM PARECE PRAIA |
5 de dezembro de 2008
Cuidar do Lixo nosso de cada Dia
Estado lança campanha contra quem suja praias, ruas e rios
Por Guedes de Freitas
Reciclável e lixo comum versus Sujismundo. Personagens da campanha, deflagrada nesta quinta-feira, pela Secretaria do Ambiente, contra quem suja praias, ruas e rios no Estado do Rio de Janeiro, as duas figuras, em forma de latão de lixo, estarão sempre a postos para flagrar pessoas jogando lixo de forma inadequada, aquele que atira um papel na areia, joga copos descartáveis no chão ou despeja lixo doméstico em rios e canais. Em todas as situações, vão lembrar aos sujismundos, sempre de forma leve e descontraída, que este gesto é um ato contra eles mesmos, traduzido na forma de enchentes e doenças, como a dengue.
A campanha publicitária, que durante as três próximas semanas estará nas emissoras de rádio e televisão, em horário nobre, e na mídia impressa, tem o objetivo de educar e informar a população sobre as conseqüências da destinação inadequada do lixo doméstico. Todos os spots publicitários trazem um número telefônico gratuito e o endereço de um site para a pessoa fazer denúncias, apresentar sugestões e se informar dos procedimentos adequados para o lixo. A mensagem publicitária sempre termina com esta frase: “Saiba o que fazer com o seu lixo. Acesse www.meulixo.rj.gov.br ou ligue para 0800.941.6600. O lixo sempre volta para você. Cuide bem dele”.
As mensagens publicitárias já estão no ar desde ontem. A ocasião é mais do que oportuna: o início do verão. Segundo a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, como é tempo de muita chuva, esta estação do ano está associada a tragédias e epidemias em grande parte graças à falta de orientação da população para a destinação adequada do lixo que produz.
– A campanha pretende alertar a população para os efeitos da destinação inadequada do lixo, com base em duas premissas: o caráter provocador de inundações, ao entupir rios e sistemas de drenagem, e como focos de doenças, por causa dos detritos acumulados à beira de cursos de água e em terrenos baldios. Sem falar que o lixo está diretamente associado à degradação ambiental – conceituou a secretária.
A campanha "Para onde vai o seu lixo?" tem pretensões de mudar paradigmas da educação ambiental, tradicionalmente feita por meio de programas a varejo, ao longo do ano. Ao adotar postura mais profissional, a campanha busca ampliar o alcance do público-alvo.
– Diria que esta é uma campanha ambiental de massa, por atacado, atingindo desde a classe média alta, que vai à praia e joga lixo pela janela do carro, até as comunidades mais carentes que, para não estocar o lixo em casa até a passagem do caminhão de limpeza ou para não ter de caminhar um pouco até uma caçamba, opta por descartá-lo diretamente no rio ou no terreno baldio – sintetizou Marilene Ramos.
A secretária também fez o primeiro balanço do mutirão de limpeza do Rio Pavuna-Meriti, na Baixada Fluminense, lançado oficialmente no dia 19. De lá até o dia 27, em pouco mais de um quilômetro, a partir da ecobarreira próxima à Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, no sentido da nascente, foram recolhidas em ambas as margens 350 toneladas de lixo. O plano é fazer a limpeza nos 20 quilômetros do rio, aliado à educação ambiental das comunidades ribeirinhas.